Como saber se o celular está com vírus e o que fazer para resolver


Taysa Coelho
Taysa Coelho
Jornalista

É possível descobrir se o seu celular está com vírus a partir de certos comportamentos estranhos que o aparelho passa a ter. Tanto smartphones Android quanto iPhone podem estar sujeitos a invasão de malwares. Esses softwares maliciosos buscam acesso a dados pessoais ou mesmo ter o controle do telefone.

Caso detecte um ou mais dos sinais listados a seguir, é possível que um software malicioso esteja instalado em seu aparelho.

1. Aumento de pop-ups e spams

Imagem de smartphone em fundo branco recebendo muitas mensagens

É comum notar o aparecimento de alguma ou outra janela pop-up enquanto usa o navegador em seu celular. No entanto, se a quantidade de janelas saltando na tela aumentar significativamente, desconfie. Principalmente se o navegador estiver fechado.

Em geral, consistem em notificações, lembretes indesejados e avisos supostamente do sistema que não desaparecem. Evite clicar em qualquer link que apareça nessas mensagens, pois podem levar a infecção de outros malwares no dispositivo.

2. Consumo anormal da bateria

Ilustração de um iPhone com a informação de bateria com baixa carga na tela

Se, do nada, seu celular começar a descarregar muito mais rapidamente que o normal, é possível que seu aparelho esteja infectado.Isso ocorre porque além dos apps que usa, há ainda um malware rodando escondido, em segundo plano.

Esse programa invasor gera um aumento de consumo de energia e drena a bateria do smartphone.

3. Fique de olho nos apps

Celular segurado com fundo desfocado e tela repleta de apps

Outro sinal de que pode haver algo de errado com o seu dispositivo móvel são comportamentos anormais de aplicativos. Um deles é o travamento constante e mais frequente de vários apps ao mesmo tempo.

Porém, antes de presumir o pior, verifique se a capacidade de armazenamento do seu telefone não está chegando ao limite. Cheque também se não há muitos aplicativos abertos simultaneamente.

O surgimento de um programa que não se lembra de ter instalado também pode ser um indicativo de malware. Em geral, esses softwares vêm juntos com a instalação de outro app não autêntico.

Os criminosos muitas vezes se aproveitam de algum aplicativo que esteja em alta e criam similares, para enganar os usuários. Nesses casos, a recomendação é desinstalá-los imediatamente.

4. Superaquecimento

Não está assistindo assistindo a um vídeo ou jogando um game há um tempo e o celular está esquentando mesmo assim? Se notar que o aparelho está superaquecendo mesmo em situações em que não exigem muito dele é possível que haja algum problema relacionado a vírus.

O aumento da temperatura pode estar relacionada a um app malicioso rodando em segundo plano sem sem conhecimento.

5. Consumo excessivo de dados

Iphone preto com a tela desligada em um fundo escuro

Seu pacote de dados foi consumido muito mais rápido que o normal? Ou percebeu um aumento repentino no valor da conta? É possível que haja um malware rodando em segundo plano em seu aparelho. Alguns desses programas são capazes de usar a internet do dispositivo para transferir seus dados para fins criminosos.

6. Contatos recebendo mensagens estranhas

Se os seus contatos afirmarem que estão recebendo mensagens estranhas vindo de seu número, é quase certo que esteja infectado. Esses SMS podem conter links ou mesmo solicitar o download de algo. Assim, conseguem também se instalar nos celulares dessas outras pessoas.

O que fazer quando o celular está com vírus

Se identificou um ou mais dos comportamentos estranhos indicados acima, precisará agir. Para remover o malware de seu smartphone, realize os procedimentos abaixo.

1. Exclua os apps suspeitos

A recomendação vale para os dois sistemas. Mas, no Android, especialistas indicam que o processo seja feito com o Modo de Segurança ativado. Para isso, aperte o botão de ligar e desligar e, quando surgirem as opções na tela, pressione por alguns segundos a função Desligar.

Em seguida, aparecerá uma janela com o título Reiniciar no modo de segurança. Aperte OK. O aparelho será reiniciado já com o modo de segurança ativo.

2. Limpe dados e histórico de navegação

Se utilizar o Chrome, siga o caminho: ícone de três pontinhos no canto superior direito da tela → Configurações → Privacidade → Limpar dados de navegação. Marque as caixas relativas aos dados que deseja excluir e confirme em Limpar dados.

Caso use o Safari, vá em: Ajustes → Safari → Limpar Histórico e Dados dos Sites. Confirme sua decisão em Limpar Histórico e Dados.

Tela de configuração do iPhone para limpar cache do Safari
Reprodução/ Apple

Como limpar cache de aplicativos no iPhone e liberar espaço

3. Reinicie o aparelho

Essa dica vale especificamente para iPhones. Diversos sites de soluções de segurança, como AVG e Kaspersky, recomendam que, assim que excluir os apps e limpar os dados de navegação, reinicie o aparelho. Não há mistérios ou pegadinhas, aqui. Realize o processo como faz normalmente.

4. Recupere um backup anterior

Essa solução também é indicada para iPhones. Se limpar os dados de navegação, remover o app suspeito e reiniciar o aparelho não funcionar, é possível recorrer ao backup do aparelho.

Tela de configuração do Backup do iCloud no iOS
Divulgação/ Apple

Como transferir dados de um iPhone para outro

Especialistas recomendam utilizar um backup recente, feito antes da instalação do app malicioso ou do início dos comportamentos suspeitos.

5. Restaure as configurações de fábrica

Se nada der certo, a solução será zerar o aparelho, independente do sistema operacional. Ou seja, restaurar as suas configurações como se tivesse acabado de sair da fábrica. Se não sabe como, nosso artigo Como restaurar as configurações de fábrica no Android e iPhone explica o passo a passo.

Atenção: resetar um smartphone pode significar a perda de dados como contatos, arquivos e fotos, assim como de preferências de uso. Para evitar que isso ocorra, recomenda-se fazer o backup do dispositivo periodicamente.

Que saber mais detalhes sobre como deixar o seu celular livre de malware? Poderá encontrar em nosso guia sobre Como tirar vírus do celular e manter seu aparelho protegido, que mostra os pormenores de todas as etapas.

Como evitar vírus no celular

  • Mantenha o sistema operacional sempre atualizado. Essas atualizações costumam contar com correções de erros de segurança, evitando brechas para que o aparelho seja invadido.
  • Fique atento às permissões que dá aos apps e sites. Um editor de fotografias precisa mesmo de acesso à sua lista de contatos? Além disso, desconfie se, nos termos de uso, o aplicativo diz que pode usar suas informações pessoais ou que mudar os termos sem aviso prévio.
  • Faça o download dos aplicativos apenas das lojas oficiais. Assim, reduz e muito o risco de baixar programas maliciosos.

Mão segura smartphone com tela ligada na App Store

  • Mesmo nas lojas oficiais, evite baixar aplicativos clones. Ou seja, aqueles que copiam funcionalidades e mesmo o nome de programas de sucesso. Um exemplo é o game Flappy Bird o qual, de acordo com o levantamento da McAfee, 79,3% das cópias apresentavam algum tipo de vírus.
  • Mantenha um programa de antivírus sempre atualizado no smartphone;
  • Use somente redes Wi-Fi seguras. Se por acaso, precisar mesmo usar uma rede pública, evite acessar suas contas.
  • Não abra e-mails suspeitos. Mas, se por acaso, já tiver aberto, não clique em qualquer link ou faça o download de arquivos que possam vir anexados à mensagem
  • Não faça jailbreak. O processo pode deixar seu aparelho exposto a brechas e falhas de segurança.

Quais são os tipos de vírus de celular

garota olha assustada para a tela do smartphone

São 4 os principais tipos de vírus que atacam os smartphone atualmente. Descubra a seguir quais são e como cada um deles costuma agir.

  • Spywares: se disfarçam de apps reais para registrarem as atividades do usuário no telefone e enviarem para um servidor. O objetivo é obter informações privadas, como dados e senhas.
  • Ransomwares: se instalam e bloqueiam o dispositivo. Teoricamente, o acesso só será liberado mediante o pagamento solicitado pelo hacker. A recomendação, entretanto, é que o valor não seja pago, uma vez que os criminosos não costumam cumprir com o prometido depois que recebem o dinheiro.
  • Worms: se reproduzem infinitamente até inutilizarem o aparelho.
  • Cavalo de Troia: chega ao smartphone de carona em apps reais. Depois de instalados, passam a controlar certas ações do celular.

O iPhone é mais seguro que Android?

De acordo com a especialista de soluções de segurança Avast, há uma falsa ilusão de que o iOS é imune a softwares maliciosos. No entanto, ataques recentes mostram que não é bem assim. Mas, ainda segundo a empresa, usuários de Android são mesmo mais vulneráveis do que aqueles de iPhones.

Primeiramente, pela possibilidade de baixar apps de diferentes fontes, enquanto os aparelhos da Apple permitem o download apenas pela loja oficial. Só isso reduz muito o risco de contrair qualquer tipo de vírus ou malware.

O segundo motivo está no fato de a Apple utilizar um recurso de segurança, que busca evitar a disseminação de falhas ou vulnerabilidades. É chamado de sandbox, que significa caixa de areia em português.

celular android e iphone em um fundo branco

O mecanismo atua como se colocasse os aplicativos em suas próprias caixinhas. Desse modo, não têm acesso a dados de outros programas nem ao sistema operacional. Android também conta com o recurso, mas o aplica de forma menos restritiva. O que significa mais controle dos apps do que ocorre no iOS.

O terceiro aspecto que confere maior vulnerabilidade a dispositivos Android está no fato de ser usado em aparelhos de diferentes marcas. Isso o torna o mais sistema móvel mais utilizado no mundo, o que resulta em uma quantidade de usuários enorme.

Tantos modelos de diferentes rodando o sistema torna dificil que o Google o atualize simultaneamente em todos os dispositivos. Isso significa que alguns recebem atualizações de falhas de segurança mais rápido enquanto outros se mantêm expostos por mais tempo. E hackers podem se aproveitar dessa brecha para atacar.

AppGeek recomenda:

Taysa Coelho
Taysa Coelho
Jornalista formada pela UFRJ, escreve sobre tecnologia há sete anos. Carioca, atualmente, vive em Portugal, país que adotou. No tempo livre, gosta de ir à praia, ler, ver filmes e fazer maratonas de séries. O Instagram é sua rede social favorita, mas é o WhatsApp quem a salva das saudades de quem ficou no Brasil.